Domingo, 29 de Julho de 2007

Sibila (parte 1)

Cada dia é uma luta. Vamos à procura de uma qualquer coisa que achamos ser o que nos faz falta e combatemos numa guerra inteiramente injusta para sobreviver na selva. Cada dia é uma luta… Uma luta onde somos muitas vezes atingidos, onde achamos que nada está certo, porque, às vezes até parece, que estamos a lutar contra uma corrente totalmente estúpida, ilógica, macabra mesmo. É uma luta de interrogações retóricas… “Porquê? Porquê? Porquê?” Who knows?

Erraria se dissesse que há vencedores nesta luta. Porque para sabermos quem são, teríamos de esperar pela morte adiada eternamente dos gladiadores do tempo. Mas se dissesse que há pequeníssimas vitórias, ou melhor, medalhas de reconhecimento, estaria a ser o mais justa com a realidade. Há dois dias tive a maior lição de uma perseverança realmente perseverante. Cada dia é uma luta. Cada dia a perseverança e o empenho e mesmo a fé nas nossas capacidades é um escudo, é uma arma, é uma estratégia de guerra nesta luta.

Dobro o corpo, fazendo uma vénia, a uma das pessoas mais lutadoras que conheço: a minha Rameira favorita.

 

(NB: Rameira é, neste específico caso, um epíteto muito carinhoso. Devaneios que surgiram após a experiência “traumática” que foi ver a peça “Otelo”.)

 

publicado por MB às 20:23
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