Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006

O que vem antes da falta de valores? – A Infância

Noutro dia, numa das minhas divagações espontâneas, apercebi-me que não são só os governantes, os adultos, os que detêm alguma espécie de poder maior que insistem em tornar o nosso mundo em algo hostil e muito, muito pouco habitável. Os adolescentes, eles próprios, ou melhor, nós próprios, contribuem para a falta de fraternidade e entendimento global. Pormenores que vão formando uma bola de neve que despoletará a grande avalanche…
Eu sou, provavelmente, uma dessas adolescentes egocêntricas, inconsequentes e estupidamente inconscientes dos seus actos, mas é muito mais fácil analisar os comportamentos dos outros; se calhar porque nos afectam de maneira mais directa.
E assim é. O leque de pessoas com quem convivo (adolescentes que por natureza deviam ter o inconformismo e a vontade de mudar o mundo no sangue) possui alguns elementos que me fazem desacreditar no futuro saudável da espécie humana. Ressalve-se, obviamente, a referência aos restantes que deviam ser clonados para substituir as ervas daninhas que se apoderam do jardim.
Se são estes os homens de amanhã, estamos perdidos! Seria melhor fazer uma selecção da espécie e embarcar para Plutão. Mas Plutão já nem sequer existe! Estamos mesmo TODOS PERDIDOS!
Contudo, estes casos de veias de sangue venenoso (não venoso, que esse é de todos característica) manifestam-se das mais variadas maneiras: ou são casos actuais de Judas ou são casos de intrínseca e exacerbada hipocrisia. Há também os que não se interessam em saber as coisas como realmente são e disparam, depois, para todas as direcções e aqueles que não sabem ser coerentes com os valores que insistem em falsamente ostentar. E muitos outros podiam ser enumerados, mas poderiam ferir susceptibilidades que não se ferem a ferir.
Cada vez mais penso que não podemos acreditar nas gerações futuras, tudo o que esta gente faz é aprender a matar Viriato. A não ser que se tente incutir valores morais a esta fatia da sociedade e que se tenha esperança. Coloquemos de lado, por momentos, as campanhas de prevenção à sida, à droga, à violência e a todos esses problemas materialmente visíveis e façamos uma campanha mundial de prevenção aos valores morais na adolescência. Porque se agora a uma pequena escala é possível fazer estragos irreversíveis, imaginemos daqui a umas décadas.
publicado por MB às 23:39
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© Marta Barbosa 2007

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