Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Living in... Auschwitz

(Digamos que corro sério perigo no caso de algum dos espécimes citados ler este pequeno e tão “pujante” desabafo. Mas tal é, também, impossível de acontecer porque sou uma “besta” e “besta” não interessa, logo ninguém citado perderia um único e tão precioso segundo do seu tão precioso tempo a ler o blog de uma “besta”.)

 

(isto de conseguir dizer “besta” três vezes em tão curto espaço de texto é consequência da forçada convivência – note-se que as rimas infelizes também)

 

Ritos de integração?! Eu, sem qualquer azo para dúvida, já acredito em tudo, porque tudo se assemelha aos olhos estranhamente estranho. Não costumo precisar da ajuda de ninguém para me sentir uma autêntica poça de lama. Agora imaginem quando há mais de quinze aves nocturnas a piar aos vossos ouvidos e a empurrar-vos para o fundo da vossa poça de estimação.

 

Ritos de integração e socialização?! Com certeza… (e aqui faço uma vénia a raspar as minhas unhas no chão) Puxo de todo o sarcasmo que fui cultivando ao longos dos anos e não é que as tais criaturas dotadas da suprema inteligência não entendem! Mas, também, não se pode pedir muito de quem pronuncia os maiores desrespeitos à correcta utilização da nossa língua… E olhem lá que eles comunicam!!! Isn’t it ironic? Sim, porque já percebi que para eles comunicar = berrar! Enfim…

 

Ritos de integração, socialização e confraternização? Com certeza… (nova vénia) É que, de facto, posso falar e tentar conhecer todos os novos espécimes que germinam no meu universo.

 

Humilhação nunca foi sinónimo de integração. E humilhação nunca foi sinónimo de amor a coisa alguma. Não é a gritar um chorrilho de disparates com conotação pornográfica (saliente-se que tais criações poéticas exigiram um esgotamento no tempo imediato à sua ocorrência) que vou desenvolver o afecto que me vai prender a um curso durante os próximos 3, 5 ou 7 anos.

 

E ainda que seja obrigada a gritar que não presto (algo que me deixa com os nervos em franja), digo aqui, ao mundo, que nada do que eu disser, em fileiras à maneira do fuzilamento nazi, passa de uma representação mais ou menos mal concretizada para poder sobreviver à selva onde os mochos espreitam na esquina.

publicado por MB às 19:39
link do post | favorito
De Marina a 3 de Outubro de 2007 às 20:55
Autchh... ainda bem que os especimens referidos nao vêm ler este texto porque, uma coisa te digo, se se desse o milagre de compreenderem o que dizes, ias ser praxada até ao mestrado. Enfim, é verdade que eles abusam, acham-se os maiores, tratam-nos abaixo de cao e obrigam-nos a sentir que somos, realmente, menos do que somos. Mas admito que, ainda assim, não é tao mau como eu julgava.
Afinal foi num desses dias de humilhação que conheci a minha menina Marta... terei referido que "gosxti"
enfim, texto bem escrito e realista, continua!
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 


recentes scripta

Sibila est

Hipotermia (II)

Quarto de Pandora

António

Quiet Nights of Quiet Sta...

Catarse

RP sem Croquetes!

Por una Cabeza

Imortal

porta

Monólogos de Valium

Tardes de Saudade e um Ge...

...

Moinhos de Vento

Bilhete para o fim do dia

designed by Rui Barbosa