Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

"Estala, coração de vidro pintado!"

Hoje (uso desde já um deíctico), tive uma aula de português esplêndida, como já não me lembrava de ter. Hoje descobri Álvaro de Campos. Descobri mais uma face de Pessoa.

E fiquei sinceramente presa aos seus poemas intimistas, ao seu tempo que degrada, à sua procura de amor negligenciada, à sua infância perdida…

O tempo tudo devora, vai aniquilando, vai tornando as coisas menos fortes, vai exercendo sobre nós a erosão da efemeridade da vida.

Mas o tempo demora tempo a devorar… E assim a angústia vai ficando e aumentando e transbordando e endoidecendo. Usam-se, então, máscaras; pintam-se os corações de vidro.

E eu que só pedia amor, não fui compatível com o tempo, com os horários…

 

 

Quem sabe o que isto quer dizer?

Eu não sei, e foi comigo…

publicado por MB às 16:10
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6 comentários:
De Chefe da Refer a 10 de Janeiro de 2007 às 21:31
Gostava muito de comentar, mas como tu dizes, nem tu sabes o que quer dizer. Por isso só te queria enviar muitos beijinhos e continua a escrever para ver se um dia ganhas uns troquitos para o teu empresário. EU.
De marta a 11 de Janeiro de 2007 às 17:40
se nem tu sbs komo e k nos leitores do teu blog havemos d sbr??!!! gostava k m respondesses kuando pudesses.... lol
...e como o `` chefe o da refer ´´disse kontinua a escrever assim ke pa o menos uma pessoa se distrair com alguma koisa ....lol bj marta ( segundo a catarina : broculo)
De MB a 11 de Janeiro de 2007 às 22:05
Passo a explicar que os versos que fecham o post são de Álvaro de Campos.
um abraço aos que lêem
De Ana Soares a 12 de Janeiro de 2007 às 18:02
Depois de ler o texto achei que devia dizer-te que está simplesmente fantástico. É muito bom saber que (finalmente) encontraste alguém com quem te identificas... Mesmo que esse alguém não seja mais do que um fragmento de uma outra pessoa, sabes que não és incompreendida.
Porém sendo eu tua amiga e conhecendo-te desde que andas no mundo feliz que é o ventre da tua querida mãe, posso acrescentar que este peoma tocou bem fundo porque foi associado a uma situção recente 8da qual nem vale a pena pronunciar-me).
Percebo bem porque queres voltar à "infância perdida" mas minha querida não queriamos todos?
Ao invés de criares máscaras e pintares corações de vidro lança-te na vida. mostra a toda a gente e a alguns em particular que és uma mulher do Norte e que és capaz de superar tudo e ser muito feliz...
Outra coisa marca de uma vez a data do nosso casamento e arruma esse assunto.
Agora ficava bem dizer que vou estar sempre por perto mas nós já passamos essa fase e tu sabes a quem recorrer caso necessites (esperemos que não)...
No entanto, e, acho que isto já é apropriado dizer, continua a deliciar-nos com textos soberbos como este e aproveita bem o teu dom.
De ***Lazarita*** a 12 de Janeiro de 2007 às 18:30
oi linda.... td bem? espero k sim... ixtu ta cada vex melhor ahhh?!?! bem linda axo k nao vale a pena dixer tudoo k axo de ti mais uma vex... pk ja deves saber de cor.... tipo digo te so uma coisa ADWT MT MT MT ... bjs...
De AEusebio a 12 de Janeiro de 2007 às 18:52
Há dois dias atrás usaste um "deíctico" a começar o teu post ". Bem, obrigaste-me a ir ao dicionário e lá informa que é um adjectivo e substantivo masculino.
Adiante! Pessoa afinal é diferente de todos os outros, não tem duas faces, tem quatro, e isso faz dele uma persona " bem mais complexa que qualquer outra; melhor, torna-o ainda mais intenso.

Quanto ao amor, bem, aí o caso é complexo, mas até esse tem solução, pelo menos na Matemática. Os "poetas" levam tudo ao limite (ou será exagero?), vivem muito mais intensamente que o comum dos mortais, e isso, por vezes, só traz mágoa, a tal melancolia de que te falava o teu tio (mas tens vários!?), e quantas vezes a desilusão.

A compatibilidade é algo de essencial, não só nos horários! Quando se é compatível, é em tudo! Até nos transplantes é condição "cinequanon". E não penses em tentar ser compatível, nem que o outro tente! É o maior desastre! Somos quem somos...

"Talvez o amor" esteja noutra distância focal, noutro ângulo, talvez até noutra dimensão! Talvez!

Um beijo...

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© Marta Barbosa 2007

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