Segunda-feira, 6 de Novembro de 2006

A Morte do Poeta

Para esclarecer os possíveis mal-entendidos ainda existentes
  
A folha em branco mata-me,
O movimento que embala a caneta
Foge. O cálice divino
Não me concede a saciedade
Desta sede da bênção da musa.
 
Em branco, a folha persiste.
Tão denso é o que penso,
Tão indizível, tão inexplicável,
Tão fora da esfera do aceitável.
Tudo é ridiculamente branco
Nesta folha de papel em branco.
 
Então, porque me abalroa esta ânsia de
Traduzir o que sinto, se a escrita
Me foge? Porquê, se ela me abandona?
Porque respiro para escrever
Se o que sinto, finjo ou minto
Não brota de mim?
 
Os poetas morrem em frente a uma folha
Como esta – branca.
Um poeta não morre de surtos,
Epidemias ou solidão. Todo o
Poeta morre com a secura do bico
De uma caneta que molha.
publicado por MB às 21:26
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3 comentários:
De Manuel Azevedo a 6 de Novembro de 2006 às 22:48
Só para dizer que este texto que acabei de ler não é para todos analisar, nem pensar, porque meus amigos "Tristes" é só para os mais dotados e vós irias perder tempo e no fim irias dizer não percebi nada do texto. Ai vós irias admitir porque realmente gostais do Inglês, porque esta língua é um refúgio à vossa ignorância, porque o vosso Português é vos muito complicado,.
Conclusão sois todos uns ignorantes deus "TRISTES"
Força
Miúda
De Manuel Azevedo a 7 de Novembro de 2006 às 17:33
Eu queria dizer SEUS TRISTES
De FlordeLis a 22 de Novembro de 2006 às 20:32
Nem sempre a inspiração nos ocorre, por vezes, precisamos de parar um pouco para pudermos analisar, repensar, reflectir...
Não será por causa disso que esta suposta "folha" ficou em branco, e tenho a certeza que daqui a pouco tempo, haverá mais textos para pudermos comentar...

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© Marta Barbosa 2007

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