Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

On the road again

 

Cheguei à conclusão que se não escrever rebento. Se escrever também, mas rebento mais leve, se o paradoxo se permite entrar em cena. A questão é que achei que se não escrevesse, não vivia as coisas que escrevo, mas compreendi que para além de viver todas essas coisas na mesma, vivo-as de tal maneira isolada que estou a entrar a colapso mental.

De facto, como mencionaram os “sábios no juízo final”, a ala de psiquiatria do Hospital de S. Marcos é mesmo ao lado da Universidade do Minho, mas não quero criar a necessidade de dividir a minha vida entre as duas instituições, porque quem me conhece sabe (deve saber, aliás, e ter completa certeza) que eu não sou moça para me repartir. Quando estou numa situação é de corpo e alma (se bem que a minha alma é meia vadia). Portanto quero anunciar que dou por terminado o colapso mental, o silêncio e a paz na blogosfera: estou de volta.

Apesar de muita coisa, de tudo e coisa nenhuma, a minha vida tem muito para contar ao mundo. Calada eu morro (os meus “admiradores” podem cancelar as coroas de flores), tenho que escrever para quem me procura ler


coração


olhos (às vezes vendados)


alma


...



E eu tenho tanto para contar... Quando menos esperamos há noites maravilhosamente inesquecíveis em que descobrimos que “Lad Zapelin” é o nome de uma música...Noites surreais, noites nossas, noites que valem por termos sido parte delas, noites que são dias que se multiplicam em tanto, tanto, tanto..

E eu tenho tanto para contar...


Desculpem, mas pus os meus Jardins da Babilónia no chão, para que ganhem raízes na real terra da terra. Desculpem, mas o silêncio acabou.


Há alguém que queira dançar?



(eu devia estar a acabar a ficha de leitura de semiótica, eu sei, mas o meu cérebro recusa-se a reconhecer a palavra semiótica)

música: On the road again - Katie Melua
publicado por MB às 23:49
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3 comentários:
De aeu a 3 de Maio de 2008 às 00:23
Oh colega, só posso saudar o regresso! Até tenho inveja, ou melhor, essa palavra é forte demais, talvez sinta que deveria fazer muito mais do que aquilo que faço, e ao mesmo tempo, e por vezes, muitas vezes, vejo-me "amarrado" de tal forma que não consigo ter tempo para fazer algumas coisas que gosto e gostaria de fazer. Enfim, a vida tem destas coisas, incluindo o teu regresso, que saúdo, mesmo quando não tenho tempo para comentar a tua filosofia de vida...
Welcome to the road , again !
AEu
De #3 a 3 de Maio de 2008 às 12:28
Rebenta então! O alivio de uma pessoa a explodir é tremendo, envolve tanta energia que não se sabe ao certo de onde ela virá...eu normalmente costumo comparar-me a uma panela de pressão! Quanto mais se aquece mais pressão e energia vai acumular no seu interior, ate que chega a um pouco que não é consistente o suficiente para aguentar tanta energia que acaba por explodir...
Quanto ao teu regresso, sê bem vinda! Nada mais posso declarar...apenas que a palavra regresso por um lado assusta-me, por outro alegra-me, mas isto são detalhes à parte...já agora vamos dançar o quê?
De Marina a 6 de Maio de 2008 às 13:46
É bom ter-te de volta! :P
Também acho que era um crime não deixares os teus admiradores continuar a viajar pela tua escrita!
:)
bj

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© Marta Barbosa 2007

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