Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Confiança

 

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...



Miguel Torga

 

Ao Tio Berto, que me chamava "cachopa".

publicado por MB às 00:17
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2 comentários:
De KI a 25 de Abril de 2008 às 22:53
Já não há Trampolim...alcancei um Trapézio.

Gosto de Torga diz umas coisas acertadas parecendo não querer dizer nada.

Um abraço.
De aeu a 28 de Abril de 2008 às 19:10
Obrigado pelo poema, pois reflecte, em poucas palavras, precisas e concisa, grande parte do seu carácter e do seu legado.
Na realidade, no dia 23 de Abril de 2008, a nossa terra perde, fisicamente, alguém importante, nas suas várias dimensões! Não o digo por ser da família, não por ser tio – o tio Berto -, mas alguém que, mesmo nunca lho tendo dito, é alguém por quem eu sempre nutri um carinho especial, e julgo que todos à volta dele também o sentiam, a ainda sentem!

Alguém que me habituei desde há dezenas de anos, a ver caminhar pela estrada fora, em cima, ou segurando a sua bicicleta de pedal, nas suas deslocações para os locais de trabalho, nas suas lides de carpinteiro!
Alguém a quem, que me lembre, nunca vi um rosto triste! E mesmo agora, já em convalescença, apresentava um rosto alegre. Não duvido que na intimidade teria momentos mais e menos alegres, mas transmitia vida e energia, transmitia alegria e vontade de viver. O mundo com ele é mais alegre!

Alguém que caminhava sempre para a frente! Alguém a quem interessavam as coisas importantes da vida, deixando para trás as banalidades e futilidades. Alguém para quem as palavras HONESTIDADE, AMIZADE e SOLIDARIEDADE não são palavras vãs…

Tomo a liberdade de relembrar, com saudade, de à muitos anos, em que privava alguns minutos com ele, na casa em que cresci, e que foi local de paragem e encontro para o seu almoço. A Albina, normalmente levava-lhe a marmita, e no final não a deixava ir embora sem um recado especial: “Não demores, e não deixes as galinhas picarem no chão”.

Alguém de quem não será nunca demais dizer que é um homem com H , que sempre lutou por um mundo melhor à volta dele, e será sempre um grande exemplo para todos nós, até à eternidade. Não tenho dúvida.

E para os que mais próximos dele conviveram nestes últimos tempos, e sei que não foram fáceis, deixo um palavra de conforto, amizade e solidariedade na dor, e também na alegria da vida para além desta, onde de certeza estará, a dar-nos apoio para o futuro!
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Obrigado pelo poema, pois reflecte, em poucas palavras, precisas e concisa, grande parte do seu carácter e do seu legado. <BR>Na realidade, no dia 23 de Abril de 2008, a nossa terra perde, fisicamente, alguém importante, nas suas várias dimensões! Não o digo por ser da família, não por ser tio – o tio Berto -, mas alguém que, mesmo nunca lho tendo dito, é alguém por quem eu sempre nutri um carinho especial, e julgo que todos à volta dele também o sentiam, a ainda sentem! <BR><BR>Alguém que me habituei desde há dezenas de anos, a ver caminhar pela estrada fora, em cima, ou segurando a sua bicicleta de pedal, nas suas deslocações para os locais de trabalho, nas suas lides de carpinteiro! <BR>Alguém a quem, que me lembre, nunca vi um rosto triste! E mesmo agora, já em convalescença, apresentava um rosto alegre. Não duvido que na intimidade teria momentos mais e menos alegres, mas transmitia vida e energia, transmitia alegria e vontade de viver. O mundo com ele é mais alegre! <BR><BR>Alguém que caminhava sempre para a frente! Alguém a quem interessavam as coisas importantes da vida, deixando para trás as banalidades e futilidades. Alguém para quem as palavras HONESTIDADE, AMIZADE e SOLIDARIEDADE não são palavras vãs… <BR><BR>Tomo a liberdade de relembrar, com saudade, de à muitos anos, em que privava alguns minutos com ele, na casa em que cresci, e que foi local de paragem e encontro para o seu almoço. A Albina, normalmente levava-lhe a marmita, e no final não a deixava ir embora sem um recado especial: “Não demores, e não deixes as galinhas picarem no chão”. <BR><BR>Alguém de quem não será nunca demais dizer que é um homem com H , que sempre lutou por um mundo melhor à volta dele, e será sempre um grande exemplo para todos nós, até à eternidade. Não tenho dúvida. <BR><BR>E para os que mais próximos dele conviveram nestes últimos tempos, e sei que não foram fáceis, deixo um palavra de conforto, amizade e solidariedade na dor, e também na alegria da vida para além desta, onde de certeza estará, a dar-nos apoio para o futuro! <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>AEu</A>

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© Marta Barbosa 2007

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